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Jeová Nissi! (Sermão da pré-inauguração ADAI)

16 ago
Jeová Nissi! (Sermão da pré-inauguração ADAI)

Êxodo 17:1-16

“Toda a comunidade de Israel partiu do deserto de Sim, andando de um lugar para outro, conforme a ordem do Senhor. Acamparam em Refidim, mas lá não havia água para beber. Por essa razão queixaram-se a Moisés e exigiram: “Dê-nos água para beber”. Ele respondeu: “Por que se queixam a mim? Por que colocam o Senhor à prova? ” Mas o povo estava sedento e reclamou a Moisés: “Por que você nos tirou do Egito? Foi para matar de sede a nós, aos nossos filhos e aos nossos rebanhos? ” Então Moisés clamou ao Senhor: “Que farei com este povo? Estão a ponto de apedrejar-me! ” Respondeu-lhe o Senhor: “Passe à frente do povo. Leve com você algumas das autoridades de Israel, tenha na mão a vara com a qual você feriu o Nilo e vá adiante. Eu estarei à sua espera no alto da rocha que está em Horebe. Bata na rocha, e dela sairá água para o povo beber”. Assim fez Moisés, à vista das autoridades de Israel. E chamou aquele lugar Massá e Meribá, porque ali os israelitas reclamaram e puseram o Senhor à prova, dizendo: “O Senhor está entre nós, ou não? ” Sucedeu que os amalequitas vieram atacar os israelitas em Refidim. Então Moisés disse a Josué: “Escolha alguns dos nossos homens e lute contra os amalequitas. Amanhã tomarei posição no alto da colina, com a vara de Deus em minhas mãos”. Josué foi então lutar contra os amalequitas, conforme Moisés tinha ordenado. Moisés, Arão e Hur, porém, subiram ao alto da colina. Enquanto Moisés mantinha as mãos erguidas, os israelitas venciam; quando, porém, as abaixava, os amalequitas venciam. Quando as mãos de Moisés já estavam cansadas, eles pegaram uma pedra e a colocaram debaixo dele, para que nela se assentasse. Arão e Hur mantinham erguidas as mãos de Moisés, um de cada lado, de modo que as mãos permaneceram firmes até o pôr-do-sol. E Josué derrotou o exército amalequita ao fio da espada. Depois o Senhor disse a Moisés: “Escreva isto num rolo, como memorial, e declare a Josué que farei que os amalequitas sejam esquecidos para sempre debaixo do céu”. Moisés construiu um altar e chamou-lhe “o Senhor é minha bandeira”. E jurou: “Pelo trono do Senhor! O Senhor fará guerra contra os amalequitas de geração em geração”.”

Enredo

O texto que lemos relata que num determinado momento da peregrinação dos israelitas em direção a terra prometida, eles ficaram sem água. É óbvio que Moisés ficou na mira dos murmuradores, a ponto de muitos israelitas quererem apedrejá-lo. Deus interferiu na situação e finalmente fez brotar água da rocha saciando assim a sede de todos os israelitas. Porém no meio dessa muvuca toda, de tanta murmuração, o texto nos informa que numa determinada região do deserto, um povo conhecido como amalequitas quiseram lutar contra o povo de Israel. Naquela mesma hora Moisés chamou Josué, que era o líder do seu exército e passou toda estratégia pra ele. Pra surpresa de Josué e de todos presentes, a estratégia era a seguinte… Enquanto os israelitas estivessem lutando, Moisés estaria com os braços erguidos e consequentemente o povo de Israel venceria a batalha.

Foi isso o que aconteceu. Enquanto Moisés ficava com os braços erguidos, o exército sob o comando de Josué vencia. Bastava Moisés cansar o seus braços e abaixar que o exército amalequita prevalecia contra o povo de Deus. Quando Arão e Ur perceberam isso, pegaram uma pedra e colocaram para Moisés sentar e além disso, Arão segurava um braço de Moisés e Ur segurava o outro braço. Consequência… O povo de Israel venceu a batalha contra os amalequitas!

Depois disso… O texto ainda relata que Moisés construiu um altar ao Senhor e chamou aquele lugar de Jeová Nissi, que traduzido significa: O Senhor é minha bandeira!

Aplicação

Lendo e relendo esse texto, Deus gerou no meu coração alguns princípios que acredito ser relevante para todos nós. Por mais que o centro das atenções aqui seja o Moisés… Eu queria dar um destaque para os outros 3 personagens desse texto!

O primeiro destaque vai para Josué!

Pois com toda técnica militar que tinha, em nenhum momento ele achou maluca a estratégia de Moisés. E cai entre nós, quem iria enfrentar tete-a-tete os amalequitas seria ele. Porém mesmos assim, Josué não deixou a espada de lado e em nenhum momento se acovardou no confronto. Ele tinha tanta confiança em Moisés e nos Deus que eles serviam, que encarar o exército amalequita de igual pra igual não seria problema algum pra ele.

Os outros personagens que pra mim são chaves… Arão e Ur!

Naquele momento da batalha, eles entenderam que tão importante quanto Moisés e Josué nas mãos de Deus, era também a vida deles. A função dos dois não era ser Josué, muito menos Moisés. A função deles era de ser eles mesmos. E no meu entender, aqui vai o grande desafio pastoral e missionário desse texto!

Infelizmente em muitos lugares dessa terra, igrejas locais estão perdendo suas batalhas, estão minguando em seus bairros porque alguns Moisés não estão fazendo o papel da Intercessão, alguns Josué’s não estão fazendo o papel de enfrentar a batalha de perto e alguns Arão e Ur não estão levantando o braço dos seus líderes!

Conclusão

Minha oração é que eu você possamos achar o nosso lugar em nossas batalhas, indo contra as portas infernais através da nossa igreja local chamada ADAI. Como um dos pastores dessa igreja, eu acho que eu posso dizer uma coisa… Deus não nos chamou apenas pra ficar ao pé do monte murmurando a falta de alguma coisa nessa igreja, mas para fazermos alguma coisa em favor do avanço do Reino dEle nesse bairro através da ADAI!

Eu sei que as batalhas serão desafiadoras, eu sei que teremos os amalequitas de cada dia… Mas eu também sei que Deus nos usará para encarar essa batalha de frente ou simplesmente ter o carinho de erguer os braços da pastoral dessa igreja. Se cada um fizer o seu papel, seja ofertando, dizimando, orando, pintando, pegando entulho, etc… Eu creio que em todo tempo ergueremos um altar ao Senhor e bradaremos a frase que Moisés bradou… Jeová Nissi, o Senhor é a nossa bandeira!

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